Fundo de Pequenas Iniciativas

pela Não-Violência contra a Mulher

(2004-2005-2006)

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Vem pra roda! Vem pra Rede!

promovendo a construção de redes de serviços para
o
enfrentamento da violência contra a mulher

Apoio   Realização

 

 

O que é o Fundo?

O Fundo oferece apoio financeiro e metodológico para que as sócias-educadoras da Rede Mulher de Educação desenvolvam iniciativas voltadas para o enfrentamento da violência de gênero, em diferentes cidades de oito Estados brasileiros.

As ações desenvolvidas têm como objetivo apoiar e estimular a construção integrada de redes de serviços locais, para diminuir a grave problemática da violência contra a mulher, acarretando sérias conseqüências para toda a sociedade.

 

VEM PRA RODA! VEM PRA REDE!

Um instrumento metodológico


Sistematizado em uma publicação da Rede Mulher de Educação, este instrumento foi elaborado para servir de guia na construção das redes de serviços no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e sexual.

Visa contribuir com atores e instituições, governamentais ou não-governamentais, envolvidas no trabalho de atendimento, apoio, orientação e prevenção à violência de gênero.

A metodologia é composta de técnicas interativas, visando ao aprimoramento e à maior institucionalização de procedimentos, ou seja, a integração das ações em rede.

O foco da abordagem é a prevenção e identificação do problema, orientando quanto ao processo de construção, entre os serviços, para atuar em rede de forma criativa e horizontal.

Trata-se de uma contribuição da Rede Mulher de Educação, a partir da reconhecida experiência em educação popular feminista, na qual os processos educativos desenvolvidos sempre trazem à tona a necessária competência e articulação de atores sociais que interferem, dentro de uma perspectiva transformadora, nas questões políticas e sociais do país.

 Quem vem pra Roda? Quem vem pra Rede?

 A Rede de Serviços deve ser construída com a articulação de instituições, serviços e grupos, tanto governamentais, como não-governamentais – áreas médica, jurídica, de segurança; delegacia da mulher; casa abrigo ou serviço de referência; lideranças da área de ensino público/privado, da área jurídica/médica, lideranças populares, assim como, diferentes mídias.

O mais importante é que, ao integrar a Rede, cada um dos atores se aproprie do seu papel e responsabilidade.

Vontade, estratégia, persistência e criatividade são elementos fundamentais para o bom funcionamento.

Outro aspecto muito importante é considerar as diferentes formas de organização, bem como, as realidades em que estão inseridas, determinantes nas formas de atuação.

 O Brasil e a Violência de Gênero

 As relações de poder, historicamente construídas para promover a desigualdade entre mulheres e homens, encontra na violência de gênero uma das suas manifestações culturais mais perversas.

Como mostram os dados, a violência de gênero é uma vergonha mundial que precisa ser enfrentada, e o Brasil, vergonhosamente, detém um dos maiores índices, onde a cada 15 segundos uma mulher é espancada.

O Brasil tornou-se um país mundialmente conhecido pelas iniciativas pioneiras na eliminação da violência de gênero e promoção da igualdade entre mulheres e homens. Pode-se afirmar que a década de 80 foi determinante para o movimento de mulheres, pois viu surgir, como fruto de suas lutas, as delegacias da mulher, as casas-abrigo, os conselhos de direitos da mulher, centros de referência, núcleos de estudos de gênero, além da atuação de grupos e associações não-governamentais no desenvolvimento de projetos de prevenção, atendimento e orientação a mulheres em situação de violência.

Foram muitas as conquistas, porém, no decorrer do tempo, muitas dessas estratégias foram perdendo a sua efetividade.

A ausência de articulação entre as ações e grupos pode ser apontada como um dos maiores entraves para efetividade dos serviços.

Hoje, sabe-se que o grande desafio é justamente promover a integração e articulação entre as diversas iniciativas e segmentos, para resultar na formação de redes de serviços.

Vale a pena lembrar que uma das primeiras conclusões no enfrentamento da violência contra a mulher foi justamente a importância de estabelecer vínculos. É fato comprovado que quanto mais as mulheres se isolam dentro do seu átomo social - ou seja, se afastam da sua rede de relações familiares, comunitárias e afetivas - mais vulneráveis elas se tornam.

As relações promovem a cumplicidade e a solidariedade, dão origem às redes primárias e secundárias, onde se afirmam as identidades, mola mestra da re-significação do ser feminino livre e autônomo.

 


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