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   MUDANDO O MUNDO COM AS MULHERES
DA TERRA

 Cunhary Informa
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Um Projeto de Capacitação de Lideranças Trabalhadoras Rurais e Extrativistas

Você sabia? 

  • Que uma pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi com 2002 entrevistados de todo país, revelou que as mulheres foram consideradas mais confiáveis, honestas, competentes, firmes, capazes e responsáveis que os homens?

  • Que nesta mesma pesquisa 84% das pessoas disseram que votariam numa mulher para prefeita de sua cidade?

  • Que 80% delas votariam numa mulher para governadora?

  • Que 72% votariam numa mulher para presidente da república, caso as eleições fossem hoje?

  • Que existe a Lei das Cotas, que exige dos partidos a criação de pelo menos 25% de vagas para as candidatas a todos os cargos?

  • Que a eleição de mais mulheres esbarra na falta de apoio financeiro para suas campanhas?

  • Que, de 1992 para 1996, dobrou o número de prefeitas eleitas (de 171 para 302) e o número de vereadoras subiu de 3.952 para 6.536?

Nas próximas eleições, quantas de nós estaremos no poder? Vamos transformar o sonho em realidade e dar uma faxina completa nas prefeituras deste país?

Marchando com as Margaridas Nosso projeto caminha para o seu meio-termo

Anote: No dia 10 de agosto, estaremos em Brasília, junto com outras 20 mil mulheres de todo o país. É a Marcha das Margaridas, a versão brasileira da Marcha Mundial das Mulheres 2000. O nome é uma homenagem a Margarida Alves, líder rural assassinada em 1988. A Marcha pretende fortalecer a participação da mulher na Reforma Agrária e na Agricultura Familiar, garantir direitos trabalhistas e sociais e combater todas as formas de violência.

Avaliando o que já produzimos,

Aproveitando a estadia em Brasília, a equipe do projeto "Mudando o Mundo com as Mulheres da Terra" estará reunida também nos dias 11 e 12 de agosto. Com o seminário "Muda, Mundo: Capacitação de mulheres Trabalhadoras Rurais para a Liderança Transformadora", a Rede Mulher de Educação pretende avaliar os resultados obtidos até agora pelo projeto.

Os painéis têm o título "Aprender a ser líder é..." e contarão com pessoas especialmente convidadas para comentar e acrescentar novos dados à avaliação dos diagnósticos, cursos, articulações, interconexões e kit de materiais de apoio à ação educativa multiplicadora.

Haverá espaço também para o diálogo sobre as propostas das lideranças trabalhadoras rurais para o Brasil e sobre as lições aprendidas por outros projetos de formação de lideranças. No segundo dia do encontro, a equipe se reúne para projetar, em detalhe, os próximos passos.

Foi dada a largada
para as eleições municipais

Em Lima Duarte/MG, são nove candidatas a vereadoras e uma à prefeitura. É a primeira vez que um fato desses acontece desde que o município foi criado, há 102 anos. A Associação Mãos Mineiras está articulando um comitê de apoio às campanhas e providenciando materiais para capacitar as candidatas.

Em São Miguel/TO, Maria Antônia Dama da Silva, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, é candidata a vereadora. O candidato a prefeito, Antônio Bezerra de Carvalho, marido de Raimunda Gomes da Silva, presidente da Secretaria da Mulher do CNS, é pessoa sensibilizada para a questão de gênero.

E em Toledo/PR, das 100 candidaturas, 23 são de mulheres. Algumas delas, como a ex-prefeita Rosali Campos e a dirigente sindical Lucilda Girardi, estão comprometidas com um trabalho transformador. Em seu trabalho junto às candidatas, a RME divulga as idéias de formação de lideranças da transformação, como ocorreu no 1º Encontro Municipal das Margaridas de Toledo (15/07).

E quando elas chegam lá?

As barreiras e a esperança de mudar

"Algumas são eleitas, mas caem devido à pressão e à falta de apoio".

"Às vezes colocam mulheres na chapa porque é obrigatório. Porém a mulher fica apartada dentro da diretoria".

"A mulher pensa mais rápido, porém o homem não acredita".

"A mulher sabe organizar. Tem a experiência da casa e da família".

"As mulheres vão apoiar para manter as conquistas e planejar novas conquistas. Não vai se fazer milagres, não. Porém se pode melhorar".

 

Revelando realidades do meio rural

Como melhorar as relações das trabalhadoras rurais com o seu sindicato? Como aumentar a participação feminina e capacitar novas lideranças para que consigam posições de destaque nas diretorias?

Estas e outras perguntas estão sendo respondidas na Micro Região 2 do Paraná, em 32 sindicatos de trabalhadores rurais dos municípios de Toledo, Medianeira, Jesuítas, Corbélia e Capitão Leônidas Marques. O diagnóstico é realizado pela RME em parceria com a CEMTRA/FETAEP e conta com a parceria da UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Foram ouvidas até agora 454 pessoas, entre mulheres e homens, dirigentes sindicais, autoridades municipais e sindicalizados. O resultado é um painel bastante diversificado, representativo e participativo dos diferentes níveis do âmbito sindical. (Veja no quadro abaixo, frases extraídas das sessões do diagnóstico).

Segundo Marcelo Grondin Nadon, responsável por este trabalho, as informações colhidas revelam:

A crise da agricultura familiar no Paraná, já bastante debatida pela CONTAG e FETAEP;

A necessidade de uma maior participação dos trabalhadores rurais nas atividades sindicais;

A urgência de se formar líderes femininas que assegurem uma participação de qualidade no dia-a-dia sindical;

A urgência dos sindicatos incluírem atividades no campo da produção agrícola diversificada;

A necessidade de analisar a conveniência de compartilhar seus serviços sociais e de saúde com os órgãos públicos responsáveis;

A importância de dedicar mais recursos para formar seus associados, particularmente as mulheres, utilizando rádio, cursos e folhetos.

Para Esther Hein, coordenadora do subprojeto do Paraná, a importância do diagnóstico está em tornar visível e reconhecer o valor da mulher trabalhadora rural. Lucilda Girardi, assistente do projeto e suplente da coordenação da CEMTRA/FETAEP, aponta também novas aprendizagens pessoais, como a informática e a contabilidade, além da aquisição de habilidades de liderança, como distribuir tarefas, coordenar e repassar conhecimentos adquiridos.

Motivos que impedem as mulheres de conquistarem postos na diretoria dos sindicatos:

o regulamento dos estatutos que exige dois anos como sócia;

o reduzido número de mulheres sócias e atuantes, disponíveis para desempenhar funções na diretoria;

falta de experiência sindical, falta de conhecimento dos estatutos e dos assuntos tratados;

falta de preparação para a administração sindical;

o medo de ser mais cobrada que os homens;

a dificuldade de falar em público;

falta de coragem para enfrentar o ambiente sindical.

Cursos: Compromisso de mudar a prática

Comprometer cada vez mais as instituições e participantes com a formação de líderes transformadoras na área rural é o principal objetivo dos cursos que estão ocorrendo como parte do projeto. Até agora, foram realizados dois dos seis cursos previstos: o primeiro, realizado em Brasília entre 18 e 19 de abril, envolveu 27 pessoas da direção do Conselho Nacional dos Seringueiros. O segundo, ocorreu em Juiz de Fora/MG, nos dias 24 e 25 de maio e contou com a presença de 25 pessoas da Associação Mãos Mineiras.

O ponto alto do curso realizado com a direção do CNS foi a grande presença masculina (20 homens para sete mulheres). Nos relatos, constata-se que a Secretaria da Mulher atua ainda de forma bastante isolada em relação ao conjunto do CNS, tornando-se um "cantinho das mulheres". O Seminário culminou com propostas de apoiar mais a Secretaria da Mulher e traçar estratégias de incorporação da questão de gênero em todas as atividades e projetos do CNS. O curso teve como facilitadoras Moema Viezzer e Astrid Küchemann.

Em Juiz de Fora, a oficina realizada desenvolveu conceitos como exercício de liderança, a mulher e o poder, o desenvolvimento da auto-estima e identidade femininas, que foram aplicados à realidade local de Mãos Mineiras. As equipes debateram conquistas, limitações, desejos, desafios e resistências dentro da Associação. Aprofundaram os temas propostos aplicando-os às situações do dia-a-dia, como a organização do trabalho, a busca da qualidade, as oportunidades de comercialização e a necessidade de uma sede própria para a instituição. As facilitadoras do curso da Associação Mãos Mineiras foram Sandra Regina Monteiro e Andréa Cristina Thoma.

Agora em julho está previsto para Medianeira, PR, uma oficina para os 28 municípios da Micro-região 2 e algumas lideranças de outras regiões. Organizado pela coordenação da CEMTRA/FETAEP, o curso ocorrerá entre 26 e 28 de julho e será facilitado pela sócia-educadora da RME, Valéria Barreto, da Associação Mãos Mineiras. Entre mulheres e homens convidados, 52 participantes já se inscreveram. 

No segundo semestre, pretende-se que os cursos já estejam embasados na própria realidade de cada local, definidos pelos diagnósticos em andamento.

Passando a limpo a primeira fase do Prolid

Entre os dias 22 e 24 de maio aconteceu em Buenos Aires, Argentina, o Seminário de Avaliação de Meio Termo do Programa de Lideranças - Prolid, do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Participaram pessoas vindas de 19 países da América Latina e Caribe. O Encontro foi organizado pelo Foro de Mujeres del Mercosul e teve como finalidade avaliar os 30 projetos financiados até agora pelo Prolid no continente. Moema Viezzer, coordenadora do Projeto "Mudando o Mundo com as Mulheres da Terra", esteve lá e fala sobre as principais discussões do encontro na entrevista no corpo do Cunhary Informa.

Se você é candidata
  1. Peça o apoio de sua família: filhos, marido, tios, sobrinhos, primos. Estenda também a rede para seus vizinhos e amigos. O que eles podem dar à sua campanha: ajuda financeira? Panfletagem de rua? Conquista de novos eleitores?

  2. Peça também compreensão a seus familiares, pois sua atenção em casa não será mais a mesma. Converse com o pessoal sobre como dividir melhor as tarefas domésticas.

  3. Você quer melhorar a sua cidade? Como? Quais são suas propostas? Ouça as pessoas, especialmente as mulheres. Lembre-se da forma como elas gostariam de mudar a cidade para que esta se torne melhor para todos.

  4. Procure levantar na sua região dados e informações sobre as diferenças de oportunidade entre homens e mulheres. Vá aos hospitais, delegacias, sindicatos e descubra o que acontece no seu município. Isto vai fortalecer a sua campanha política.

  5. Descreva a sua trajetória de vida: o que fiz até agora, o que penso, por que sou candidata? Divulgue suas propostas de todas as maneiras que puder: no jornal, rádio, TV, em santinhos...

  6. Você pode se associar a outras candidatas que tenham as mesmas propostas, ainda que vocês sejam de partidos diferentes. O lema é "uma por todas e todas por uma".

  7. Organize com suas companheiras festas para arrecadar fundos, venda camisetas, broches, rifas, leilões. Só não fique cheia de dívidas e nem venda nada que conquistou com esforço.

Extraído da cartilha "Mulheres sem medo do poder: Chegou a nossa vez".

Combata o Estresse!

Estresse é a palavra da moda. Significa os efeitos do excesso de trabalho combinado com muita preocupação. Esta doença atinge qualquer pessoa, até mesmo crianças. Mas é muito perigosa para mulheres com mais de 40 anos. Nessa idade a taxa de hormônios femininos cai bastante. Surgem riscos de ataques do coração.

Receitas para combater o estresse não faltam. Mas a palavra-chave é equilíbrio. Pessoas que equilibram vida afetiva, familiar, profissional, social e espiritual vivem melhor. Especialmente quem faz o que gosta!

"Caminhar com regularidade é um maravilhoso dispersador de estresse. Os passeios longos e vagarosos são bons para sua saúde, seu coração, sua mente, seu espírito. Caminhar sozinha traz solidão; caminhar com os outros aprofunda as relações".

Tom Macgrath

Para saber mais:
TElefax: 0xx45 2527873
e-mail: moema@certto.com.br