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Comunique-se Conosco

O desenvolvimento das atividades de Rede Mulher de Educação
e a continuidade da prestação de serviços que a caracteriza não
seria possível sem a importante colaboração de entidades
internacionais que financiam suas atividades institucionais
e de comunicação, base imprescindível para o
desenvolvimento dos demais projetos.


Apoio institucional e Comunicação

A manutenção da sede em São Paulo e recursos para dar apoio a grupos e entidades na forma de: assessorias para elaboração e encaminhamento de projetos, autogestão, organização de cursos, oficinas e laboratórios, planejamento estratégico, negociação, captação de recursos e outros temas que favoreçam a organização e articulação das entidades envolvidas, conta, há vários anos com o apoio constante e solidário da agência canadense Desenvolvimento e Paz.

A manutenção a ampliação dos serviços de interconexões, através do boletim bimestral Cunhary Informa, correspondência regular, envio de informações relevantes aos grupos e entidades cadastradas; a inclusão deste site na Internet e os contatos com outros meios de comunicação, além da aquisição de equipamento de comunicação e informática, são o resultado da importante e decidida contribuição da agência holandesa Novib.
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Capacitação de multiplicadoras em gênero e liderança

Esse projeto se inicia no contexto de um processo de Desenvolvimento Organizacional, por meio do qual a Rede Mulher de Educação buscava definir novos caminhos e eixos de atuação e que levou à constatação da necessidade de investir na capacitação no tema de gênero e liderança.


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Equipe de sistematização do projeto

É elaborado então o Projeto de Capacitação de Multiplicadoras em Gênero e Liderança que recebe o apoio do Instituto de La Mujer, da Espanha, primeiramente através do Instituto de Estudios para América Latina e África e, posteriormente, com a Fundación Directa.

A partir de 1995, desenvolveram-se as etapas sempre presentes em cada projeto da Rede Mulher de Educação:

a) diagnóstico de necessidades e capacitação (1995): Entre os diversos grupos identificados como mais próximos da Rede Mulher, 48 foram visitados a partir do trabalho de campo que contemplou entidades de sete estados do país: Tocantins, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Mato Grosso. Esse trabalho resultou de uma conjugação de esforços da consultora, da sede e das entidades identificadas como possíveis pontos focais.

O diagnóstico identificou, por um lado, a rica diversidade da Rede Mulher de Educação, por sua inserção não só no universo feminista e no movimento de mulheres, mas em outros espaços institucionais e sociais muito diferenciados (associações de pequenas produtoras e de extrativistas, sindicatos, cooperativas, rádios comunitárias, igrejas, universidades, entre outros).

O final deste diagnóstico coincidiu com o primeiro curso de capacitação em gênero e liderança, realizado com integrantes das entidades visitadas. Durante o curso, foram abordados diversos temas a partir de um pequeno texto de apoio denominado "Rompendo o Teto de Cristal", preparado pela Rede com subsídios da consultora Menchu Ajamil, presidente da Fundación Directa. Cada participante do curso comprometeu-se, como parte de sua participação no mesmo, a multiplicá-lo para, no mínimo, dez outras lideranças de seu entorno.

b) etapa de multiplicação (1996-97): Durante mais de um ano, várias das participantes multiplicaram o curso em suas localidades, adaptando-o conforme às necessidades e especificidades dos grupos. Isto permitiu a aplicação do curso a mulheres trabalhadoras rurais, extrativistas, sindicalistas, candidatas a cargos políticos, assessoras e assessores parlamentares, professoras e estudantes de universidades, integrantes de organizações não-governamentais e governamentais, monitoras de creches, entre outros.

O final deste ciclo coincidiu com um encontro de vinte líderes, durante o qual foram socializadas experiências vividas em relação ao processo multiplicador: os avanços percebidos, as dificuldades encontradas e as propostas emergentes da reflexão sobre gênero e liderança.

c) o processo de sistematização (1998/99) permitiu culminar as duas etapas anteriores, levando a Rede a debruçar-se sobre um novo desafio: o de recolher o melhor da experiência anterior, complementando-a e formulando novas propostas de capacitação em gênero e liderança.

Foi realizado um seminário de trabalho com um comitê de sistematização, o qual revisou os conteúdos iniciais, os processos vividos, a necessidade de incluir novos temas e dar "cara nova" à proposta inicial de capacitação de multiplicadoras/es em gênero e liderança, mesclando conteúdos teóricos com a prática cotidiana já vivida.

O resultado dessa etapa é o manual: Mudando o mundo: a liderança feminina no século XXI cujo lançamento está previsto para o segundo semestre de 1999.

d) o Seminário Permanente de formação em gênero e liderança (1999 em diante) contempla a continuidade do processo multiplicador, ampliando-se seu raio de ação a diferentes regiões do país e outros setores da sociedade, utilizando-se o Manual como material de apoio. O projeto de financiamento das atividades iniciais do Seminário está em fase de negociação. Entretanto, muitas das educadoras envolvidas no processo continuam realizando cursos e oficinas, multiplicando a capacitação recebida em suas entidades e comunidades.  seta_2.gif (306 bytes)

Educação e Gênero nos meios de comunicação

É um projeto que surge da necessidade de repensar a educação no contexto das transformações atuais, incluindo as tecnológicas e da constatação da urgência de Ter educadoras e educadores preparados para realizar uma leitura crítica dos meios de comunicação, contribuindo assim para a sua democratização.

Tem por objetivo capacitar lideranças comunitárias para exercer uma leitura crítica e intervir nos meios de comunicação em suas cidades e regiões, visando a mudança da visão tradicional da condição da mulher e das relações de gênero na sociedade brasileira.

Como todos os projetos da Rede Mulher de educação, este também prevê uma etapa de multiplicação que será desenvolvida pelas educadoras capacitadas com o apoio de uma publicação.

Para viabilizar o projeto estão sendo realizadas negociações com a WACC – World Association for Christian Communication.
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Capacitação de mulheres para uso da informática em projetos comunitários

É um projeto que surge da necessidade de implementar ações visando a continuidade do processo de desenvolvimento organizacional da Rede Mulher de Educação e o fortalecimento do trabalho em forma de rede.

Tem como objetivo a capacitação de mulheres, representantes de pontos focais e assessoras da Rede Mulher de educação, no uso da informática como instrumento de comunicação para projetos comunitários com ênfase no uso da Internet.

O projeto será realizado no segundo semestre de 1999, com o apoio financeiro da agência canadense IDRC.
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Convênios

A Rede Mulher de Educação tem atualmente convênios com duas entidades: a ULT – Universidade Livre do Trabalho, unidade programática da SERT – Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho do Estado do Paraná; e a UNIOESTE – Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

ULT

O Convênio com a ULT tem por objetivo a atuação conjunta das entidades visando a melhoria das condições de trabalho e vida das mulheres trabalhadoras, através da Educação na ótica de gênero.

Como parte desse convênio, a Rede Mulher de Educação fez cessão de uso de bens que se mantêm como patrimônio da entidade estão atualmente sob a guarda da Comissão das Mulheres Trabalhadoras da Federação de Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná – CEMTRA-FETAEP.

UNIOESTE

O compromisso com a UNIOESTE é o de estimular e realizar programas, projetos e eventos de cooperação em assuntos técnicos, científicos, educacionais, sociais e culturais, visando a melhoria da qualidade de vida da coletividade, em especial a promoção da mulher no que diz respeito aos Direitos Humanos e Cidadania.

No marco desse convênio, no mês de março foi inaugurado o acervo transferido da biblioteca especializada, constituída ao longo da existência da Rede Mulher de Educação, e que estará sob a guarda da universidade à disposição dos alunos, professores e da população da região.
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Mudando o mundo: com as mulheres da terra

Avaliação de meio termo

Contatos, avanços e propostas de aprofundamento

Momento de afinação

Pilotando futuros: celeiro de jovens lideranças no Cone Sul

Diagnóstico avança em Minas

"Mulheres na política, mulheres no poder"

Colhendo novos subsídios

Água. Sem ela ninguém vive

Câncer ginecológico: melhor prevenir que remediar

 

 

Você sabia? 

Que na América Latina e no Caribe vivem 60 milhões de mulheres na área rural?

Que as Nações Unidas estimam que 5,5 em cada dez lares da região vivem em estado de extrema pobreza?

Que no Brasil, o número de ocupações de fazendas pelos sem-terra subiu de 67 em 1987 para 463 em 1997?

Que por força da pressão dos sem-terra, o governo tem aumentado a cada ano o número de famílias assentadas (foram 18 mil famílias, em 1994, e 101 mil em 1998)?

Que os assentamentos de reforma agrária do Estado de São Paulo produzem:

4.600 toneladas de feijão
30.000 toneladas de milho
1.400 toneladas de algodão
41.300 toneladas de mandioca
4.500 toneladas de verduras e legumes
23 milhões de litros de leite?

Que o dia 15 de outubro é o Dia Internacional da Mulher Rural?

Que as mulheres estão organizadas dentro do Movimento dos Sem Terra para uma melhor composição entre mulheres e homens na Direção Nacional do movimento?

Fontes: Campanha das Nações Unidas pelos Direitos Humanos das Mulheres, Jornal dos Economistas (mai / 2000), Articulação Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais - ANMMTR - Brasil.

Avaliação de meio termo

Momento de voltar-se para fora, disseminando os primeiros resultados. Momento de voltar-se para dentro do projeto, avaliando nossa atuação e afinando instrumentos para renovar. A avaliação de Meio Termo, realizada em agosto, em Brasília, garantiu estas duas possibilidades por meio de um seminário aberto ao público e da oficina interna da equipe.

Contatos, avanços e propostas de aprofundamento

O seminário significou uma oportunidade para intercâmbiar experiências.
Contamos com um olhar externo para avaliar o andamento do projeto. As várias reflexões sobre a participação da trabalhadora rural e extrativista foram mescladas a exposições sobre as atividades do projeto. Aprofundaram-se questões levantadas por meio de grupos temáticos, considerando as atividades do projeto: diagnósticos, capacitações e materiais educativos.

As pessoas convidadas como comentaristas ouviram a equipe do projeto e, a partir da exposição de suas/seus integrantes, extraíram pontos chaves para nos ajudar a avançar. Eis algumas das considerações:

  • Diagnósticos: destacou-se a importância de incluir os homens nos diagnósticos para refletir sobre a participação das mulheres, assim como sua responsabilidade pela mudança das relações de gênero. Este é um assunto que afeta aos dois sexos. Levantou-se também a necessidade de aprofundar a relação entre o valor da produção e o das atividades reprodutivas.

  • Capacitação: Além da inclusão dos homens nas atividades de capacitação, levantou-se a necessidade de priorizar dois temas na formação de lideranças entre trabalhadoras rurais: a auto-estima e auto-expressão. Os materiais devem incluir também as temáticas "gênero e políticas públicas" e convenções coletivas de trabalho.

  • Apoio à comunicação: A apropriação da linguagem usada nos espaços urbanos é essencial para as trabalhadoras rurais, assim como o uso das novas tecnologias de comunicação. O rádio continua sendo um meio privilegiado e deveria ser melhor explorado pelo projeto.

Estiveram presentes no seminário representantes das Nações Unidas, agências de cooperação dos governos do Canadá, Alemanha e Espanha, organizações governamentais e não governamentais relacionadas com a questão agrária, meio ambiente e mulher, movimentos e organizações de trabalhadoras/es rurais, universidades, consultores independentes e comunicadoras.

Momento de afinação

Na oficina interna da equipe, ocorrida no dia 12 de agosto, a agenda foi adaptada para aproveitar as presenças de Glória Bonder, integrante do Prolid na Argentina, e da consultora Heloisa Nogueira, que conduziu uma avaliação sobre a Rede Mulher de Educação.

Para Glória Bonder, é importante que nossos projetos não se reduzam a um mero encadeamento de atividades. É preciso dar mais tempo para planejar, avaliar, amadurecer e construir. E, sobretudo, rever a nossa noção de impacto. Em vez de grandes eventos com impacto difuso, é preferível promover atividades direcionadas e de grande efeito sobre um público estrategicamente selecionado.

Moema Viezzer lembrou que juntamente com o bom andamento das atividades e com a prestação de contas - que constituem parte primordial de qualquer projeto - as relações explicitadas e a sinergia de interesses da equipe dão vida ao projeto e precisam ser constantemente trabalhadas como parte do êxito deste.

A leitura da Lista da Equipe do Projeto propiciou considerações sobre a importância de deter-se neste tema. Criar equipes novas para os projetos demanda tempo, energia e dinheiro, da mesma forma que criar e resolver conflitos das equipes consome energia, tempo e dinheiro. Isto transcende os bons resultados das atividades e financeiros e é um componente do projeto considerado básico para lideranças que se pretendam transformadoras. O mesmo ocorre com as relações institucionais: elas precisam ser esclarecidas desde o início e respeitadas ou reavaliadas. Para lideranças transformadoras, dar valor às nossas palavras - faladas ou escritas - é componente essencial de um projeto.

As participantes reuniram-se no período da tarde para finalizar suas propostas de continuidade, que foram apresentadas em plenária. A próxima oficina da equipe do projeto já tem data: os dias 13, 14 e 15 de dezembro, em Lima Duarte, com a parceria local de Mãos Mineiras.

 

Pilotando futuros:

Celeiro de jovens lideranças no Cone Sul

A participação de Glória Bonder no seminário de agosto, propiciou às/aos participantes uma visão mais ampliada da situação da juventude de países como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. Como formar líderes jovens num contexto de grandes incertezas e profundas mudanças sociais, econômicas e culturais?

O projeto "Pilotando Futuros", iniciado em fevereiro deste ano tem como propósito impulsionar e apoiar organizações sociais destes países para o desenvolvimento de projetos inovadores de capacitação de jovens, em especial mulheres dos setores populares.

A partir de um concurso público, foram selecionados 14 projetos entre 324 propostas apresentadas. As organizações executoras são entidades juvenis, de mulheres e de promoção social. Os projetos priorizados incluem:

  • o acesso da juventude de baixa renda aos recursos da informática, como elemento para reforçar a sua capacidade de conquistar emprego e participação cidadã,

  • o diálogo inter-gerações, fortalecendo o papel das mulheres líderes das comunidades como mentoras das mais jovens, e

  • o reforço à solidariedade entre jovens das várias classes sociais, por meio de ações voluntárias de jovens universitários.

O Centro de Estudios de la Mujer, criado e coordenado por Glória Bonder, fornece subsídio econômico, assistência técnica e capacitação às organizações participantes. Estas interligam-se por meio de um fórum eletrônico que debate temas recorrentes à formação de jovens lideranças e também garante a própria execução do projeto global, por meio de responsabilidades compartilhadas.

 

Diagnóstico avança em Minas

Encontra-se na fase de análise dos dados o diagnóstico realizado pela Associação Rural Artesanal Mãos Mineiras para o Ecodesenvolvimento. "Para a realização do diagnóstico", conta Andréa Pereira, coordenadora do trabalho, "elegemos dois instrumentos: entrevistas individuais e um questionário aplicado".

As entrevistas, aplicadas em 29 pessoas, obedeceram a um roteiro com sete perguntas sobre a participação na Associação, percepção das mudanças, gênero, poder e liderança. Já o questionário constou de 54 perguntas acerca de temas variados, tendo como eixo principal a geração de renda e gênero, sendo aplicado em 32 pessoas.

O trabalho foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora. Trata-se de uma tentativa de ampliar a rede de parceiros locais, possibilitando que um grupo de estudantes de Serviço Social tome contato com a realidade rural e com a temática de gênero.

Para a tabulação dos dados, a Associação optou pelo treinamento de duas jovens associadas. Apesar de demandar mais tempo de treinamento e uma metodologia simplificada, a associação contará, no fim do processo com duas pessoas qualificadas para o uso da informática.

Os resultados do diagnóstico darão subsídio ao segundo curso previsto e às oficinas de produção, a serem realizados ao longo dos próximos meses. Nestas ocasiões serão apresentados e discutidos com as/os associadas/os os dados obtidos pelo diagnóstico.

Questões levantadas

Como articular as temáticas de gênero, poder e liderança em uma associação formada basicamente por mulheres, que funciona em caráter associativo e autônomo? À primeira vista pode parecer que esta questão já se encontra naturalmente colocada em organizações com este perfil. No entanto, o diagnóstico confirmou o que tem sido objeto de diversos cursos sobre a participação feminina: a simples reunião de mulheres em um espaço de trabalho e convivência não representa necessariamente um avanço na transformação das relações de gênero.

Durante as entrevistas, a maioria das entrevistadas apontou como vantagens de integrar a Associação:

  • a possibilidade de ganhar o próprio dinheiro, e com isso não depender dos maridos ou dos pais para realizar coisas como ir até a cidade, garantir os estudos ou um melhor atendimento médico aos filhos;

  • a conciliação de uma atividade remunerada com o trabalho doméstico;

  • o aumento da autoestima e da autonomia por estar realizando um trabalho que vem ganhando reconhecimento crescente.

"Mulheres na Política, Mulheres no Poder"

Este é o nome do vídeo lançado em 9 de agosto
em Brasília. Destinado à informação e apoio de mulheres candidatas, traz sugestões concretas para "marcar a diferença" nas campanhas eleitorais.

Participaram do lançamento, organizado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, integrantes da equipe do Projeto "Mudando o Mundo com as Mulheres da Terra".

O vídeo pode ser solicitado ao CNDM:
Ed Sede do Min. da Justiça, 3º and. s. 338
Esplanada dos Ministérios - 70064-900 - Brasília - DF
Tel: (0XX) 61. 224.3105 - Fax: (0XX) 61 226.95

Colhendo novos subsídios

 

Os primeiros materiais educativos produzidos pelo projeto foram avaliados pelas lideranças em formação da Secretaria da Mulher do CNS. Tereza Moreira, produtora dos materiais escritos, esteve em São Miguel (TO), graças ao apoio do CNPT/IBAMA. O grupo reuniu-se para ouvir o primeiro programa de rádio e para a leitura crítica da primeira cartilha.

Dicas para Lideranças em Transformação

Água. Sem ela ninguém vive

"As guerras dos próximo século serão mais pela água do que pelo petróleo".

Relatório Nosso Futuro Comum, produzido para a Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992.

Cerca de 75% da superfície do planeta Terra está coberto por água. Esta também é a proporção de
água encontrada no corpo humano. A água é, portanto, fundamental para nossa sobrevivência, bem-estar e desenvolvimento. Mas, também sabemos que as reservas de água potável são cada vez mais escassas. A cada dia verificamos a contaminação da água por esgoto e produtos químicos. O desmatamento, a erosão dos solos e o desperdício contribuem para que as reservas de água do planeta peçam socorro. Você e eu podemos fazer muito pela conservação dos recursos da água. Eis algumas dicas:

  • Plante árvores em sua terra, principalmente em volta das nascentes e nas margens dos riachos. Suas raízes retêm a água e protegem os mananciais.

  • Reutilize a água. Por exemplo, use água do banho para regar a plantas em volta de casa. A água que você usou para enxaguar a roupa pode ser reutilizada para lavar a calçada.

  • Evite o desperdício. Não deixe torneiras abertas enquanto lava a louça ou escova os dentes. Verifique os vazamentos.

  • Cultive produtos que não necessitem irrigação permanente.

  • Conheça o que seu município está fazendo para proteger a água. Qual é o destino que se dá ao esgoto? O que é feito do lixo? Onde os agricultores colocam as embalagens de agrotóxicos?

Câncer ginecológico: melhor prevenir que remediar

Câncer ginecológico é o nome que se costuma dar para o câncer de colo do útero e o câncer de mama.

Câncer do colo de útero – Trata-se de uma alteração anormal nas células do colo do útero. A doença se desenvolve lentamente e inicialmente não provoca dor ou sangramento. Pode começar com uma pequena ferida que não é percebida nem tratada. O câncer geralmente se desenvolve quando está presente o HPV, um vírus transmitido durante a relação sexual. Os fatores que favorecem o aparecimento deste tipo de câncer são: muitos parceiros sexuais, falta de higiene masculina, falta de vitamina A e o vício do fumo.

Como prevenir: Faça um exame preventivo no posto de saúde da sua cidade. O processo é simples:

• Escolha um dia em que você não esteja menstruada. O ideal é uma semana após a menstruação.

• Não tenha relações sexuais com penetração vaginal nos dois dias antes do exame.

• Não use medicações vaginais e não faça lavagens internas nos dois dias antes do exame.

Importante: Se seu exame deu negativo nos últimos dois anos, você pode esperar até três anos para fazer o próximo.

Câncer de mama – Começa com um caroço que cresce. Muitas vezes o caroço é benigno. Quando se descobre que se trata de um tumor maligno se faz uma cirurgia e sessões de quimioterapia. Quanto antes for descoberto, maiores são as chances de cura. Quem tem casos de câncer de mama na família deve tomar cuidado. O grande consumo de gordura animal, alimentos embutidos e enlatados e carnes vermelhas também favorecem o aparecimento da doença.

Como prevenir:

Uma alimentação saudável e a amamentação são fatores de proteção contra a doença. Faça auto-exame todos os meses após a menstruação. Deitada, apalpe os seios em movimentos circulares e observe qualquer alteração de formato ou textura. As mulheres que já não menstruam devem marcar um dia fixo do mês para fazerem o auto-exame dos seios.

 

Nº 3 – Setembro/outubro/2000

Coordenação: Moema L. Viezzer

Edição: Tereza Moreira

Participaram: Andréa Pereira, Clara Evangelista de Assiz, Maria José L. Souza e Sandra Monteiro

Patrocínio: PROLID/BID

Apoio para distribuição: NOVIB

 

 

Colhe-se o fruto, 
Fica a semente

 OProjeto "Mudando o Mundo com as Mulheres da Terra" chega ao fim.
Seus resultados e aprendizagens foram o tema do primeiro dia do encon-
tro do Conselho da Rede Mulher de Educação. Neste evento, ocorrido nos dias 2 e 3 de março, integrantes da equipe do projeto apresentaram os resultados, produtos e aprendizagens propiciadas por esta experiência de trabalho em parceria da Rede Mulher de Educação com três de seus pontos focais: Secretaria da Mulher Extrativista, do Conselho Nacional dos Seringueiros, Comissão Estadual da Mulher Trabalhadora Rural, da FETAEP, e Associação Rural Artesanal Mãos Mineiras para o Ecodesenvolvimento.

Realizado entre fevereiro de 2000 e fevereiro de 2001 com o patrocínio do Programa de Formação de Lideranças – PROLID, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Projeto propiciou a elaboração de diagnósticos das realidades locais, cursos formais de capacitação e um kit de materiais de apoio à ação educativa para multiplicação durante o ano de 2001. Despertou também inúmeras aprendizagens para a Rede Mulher de Educação e para as entidades parceiras, como sintetiza Moema Viezzer, diretora do Projeto.

 

Principais aprendizagens:

• As três entidades beneficiárias tornaram-se, ao longo do processo, entidades parceiras, pois concluíram o projeto organizadas para dar continuidade ao processo de capacitação de suas lideranças.

• A RME fortaleceu-se como ONG intermediária e mentora do projeto, pois este aprofundou o eixo matriz escolhido desde 1994 para o desenvolvimento de sua missão, adaptando-o à realidade das mulheres da terra.

• O projeto permitiu visualizar o potencial existente na RME para o trabalho de educação popular feminista em projetos descentralizados, incluindo novas formas de contrato e prestação de serviços para projetos à distância e possibilidades de ligação com segmentos da sociedade civil organizada.

Em seus relatórios finais, os grupos envolvidos apontam como aprendizagens:

• o próprio tema da formação de lideranças transformadoras;

• a capacitação adaptada às distintas realidades das trabalhadoras rurais e extrativistas;

• a elaboração e execução de projetos;

• o monitoramento das diversas atividades escolhidas;

• a projeção orçamentária e o controle das finanças.

Para o ano de 2001, além das multiplicações já previstas pelos três pontos focais, novos grupos pretendem se engajar na divulgação dos conteúdos trabalhados e já surgem novas demandas de entidades governamentais e não governamentais para capacitações em gênero e liderança. Confira na página 3 desta edição.

 

Você sabia?

 

Que o Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, finalmente mudou as regras quanto ao direito à posse de lote nos assentamentos? Cerca de 500 mil mulheres serão beneficiadas: elas compartilharão a posse com o marido e, quando sozinhas, poderão ser proprietárias. As novas normas permitirão também acesso ao crédito e direito de decisão sobre o projeto a ser financiado.

Que esta é uma reivindicação antiga do movimento de trabalhadoras rurais, organizadas em torno de entidades como a Articulação Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais – ANMTR, Comissão Nacional das Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG, Coletivo de Gênero do Movimento dos Sem Terra e Secretaria da Mulher Extrativista do Conselho Nacional dos Seringueiros?

Que as trabalhadoras rurais têm outras lutas previstas para 2001, como auxílio acidente de trabalho, auxílio doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e 13º salário ou abono rural?

Que na direção do Movimento dos Sem Terra as mulheres conseguiram aumentar sua cota de participação para 50%?

 

 Kit de materiais recebe ampla divulgação

O projeto "Mudando o Mundo" foi concebido para ser multiplicador. Por isso, a ênfase na
produção do kit de materiais de apoio à ação educativa, que poderá ser utilizado pelas entidades em capacitações posteriores.

O Kit é composto de uma série de dez cartilhas, um vídeo, um CD com programas radiofônicos e um calendário 2001 contendo 22 datas comemorativas do movimento de mulheres. Além das entidades participantes, que receberam a maior parte dos exemplares a título de doação da RME, o kit foi amplamente divulgado na imprensa e junto a instituições e personalidades ligadas aos temas de interesse do projeto (movimentos sociais, ONGs, associações, universidades, organismos de cooperação nacional e internacional, gabinetes de parlamentares).

Lançamentos

Fórum Social Mundial – O primeiro lançamento ocorreu entre os dias 25 e 31 de janeiro durante o Fórum Social Mundial, evento paralelo ao Fórum de Davos, reunindo 16 mil pessoas em Porto Alegre. Foi realizado no contexto dos Círculos de Cultura Paulo Freire e contou com a presença de 83 pessoas de 17 países.

Junto ao Conselho da RME – Durante os dias 2 e 3 de março, em São Paulo, houve uma reunião do Conselho diretor da RME no qual foi lançado o kit e houve a apresentação, avaliação e propostas de continuidade do Projeto "Mudando o Mundo".

Eventos de 8 de março – A grande concentração de lançamentos ocorreu como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher no Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, Amapá, Maranhão e Rondônia.

• Em Brasília, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher homenageou 20 mulheres, entrevistadas para um estudo encomendado pelo Centro da Mulher Brasileira. Moema Viezzer, uma das escolhidas, aproveitou a cerimônia para lançar o Kit com a presença de personalidades como Ruth Cardoso, presidente do Comunidade Solidária, José Gregori, ministro da Justiça, Solange Jurema Bentes, presidente do CNDM, deputadas, senadoras, representantes de ONGs feministas, mulheres indígenas, entre outras.

• No Amapá, o evento organizado pela Secretaria da Mulher do CNS reuniu cerca de 400 pessoas em Macapá num lançamento que contou com a presença do governador e primeira-dama do estado, prefeito e autoridades locais.

• No Maranhão, o lançamento também organizado pelo CNS foi marcado pela chegada a Viana de caminhões lotados de mulheres para uma comemoração com feira de produtos extrativistas.

• No Tocantins, as extrativistas lançaram o kit em São Miguel, num dia marcado pela realização de exames de prevenção do câncer ginecológico.

• Em Rondônia, as comemorações promovidas pela Secretaria da Mulher do CNS ocorreram em Guajará-Mirim, numa grande festa em que houve almoço de confraternização e distribuição de brindes promocionais.

• No Paraná, o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Toledo, ligado à FETAEP, lançou o kit numa reunião com 25 mulheres que assistiram ao vídeo e iniciaram a leitura da primeira cartilha. Um exemplar do kit foi entregue à Emater para divulgação.

• Em Minas Gerais, houve três eventos de lançamento promovidos pela Associação Mãos Mineiras junto a grupos articulados com o Movimento da Marcha Mundial de Mulheres e o Fórum de Mulheres de Juiz de Fora, e também no Comitê de Mulheres de Lima Duarte.

Além destes lançamentos, o kit de materiais recebeu divulgação no MOC – Movimento de Organização Comunitária, da Bahia, no grupo Mulheres da Terra, em Sumaré – SP, em Campinas - SP, por meio de rádio e de grupos locais, na Secretaria de Gênero do Governo do Acre, na AGEMP/Macapá, no Grupo de Mulheres Negras, na Federação das Mulheres e junto à coordenadora do SEBRAE do Amapá.

 

 2001: Ano da multiplicação

 

Os programas radiofônicos já estão em circulação na 

Rede de Mulheres no Rádio, que abrange cerca de 

100 mulheres de grande atuação nacional, e na 

Rede de Comunicadores pela Saúde, por 

meio da Oboré - Programas Especiais, de São Paulo.

 

As entidades beneficiárias foram consideradas parceirasdesde o início do projeto, por sua capacidade de desenvolver ações posteriores, o que já está ocorrendo através do planejamento de continuidade durante o ano 2001.

Os Pontos Focais elaboraram um planejamento de multiplicação dos resultados do projeto por meio de atividades de capacitação de lideranças em nível local/regional. Um cálculo aproximado permite projetar a capacitação de, pelo menos:

• 150 lideranças trabalhadoras rurais extrativistas dos sete estados da Amazônia envolvidos com a Secretaria da Mulher do CNS. As lideranças da Secretaria pretendem elaborar um projeto com duração de três anos, capaz de abranger ações em todas as regionais.

• 200 lideranças pequenas produtoras rurais atingidas pela Comissão Estadual da Mulher Trabalhadora Rural da CEMTRA/FETAEP nas 10 micro regiões do Estado do Paraná. A CEMTRA pretende também formar comissões municipais e reorganizar as suas regionais de março a dezembro de 2001. Fará dois encontros estaduais para avaliar o processo.

• 50 lideranças formadas através de Mãos Mineiras, dando continuidade aos trabalhos iniciados no ano 2000, em parceria com universidades, cooperativas e as federações de trabalhadores e trabalhadoras rurais dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

• 40 lideranças atingidas pelo MOC - Movimento de Organização Comunitária, em Feira de Santana, Bahia.

• 20 lideranças do Movimento das Mulheres da Terra do Assentamento de Sumaré, São Paulo.

• 40 lideranças do Núcleo de Mulheres da CRABI - Comissão Regional dos Atingidos pelas Barragens do Rio Iguaçu, no Estado do Paraná.

Esta projeção perfaz um total de 500 trabalhadoras rurais e extrativistas que estão incluídas na programação de 2001 para serem diretamente capacitadas para a liderança da transformação. Sem contar os novos grupos que já demandam o kit para trabalhar em capacitações próprias.

 

Novas Demandas

A RME recebeu, no decorrer do projeto, novas demandas às quais deverá responder ao longo do ano. Vale destacar:

• a Universidade Federal de Juazeiro, Estado da Bahia;

• o Fórum de Mulheres do Incra - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária;

• a Comissão Nacional de Mulheres da Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, que agrupa federações de todos os estados;

• O Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens;

• O Projeto Roda Viva, do Rio de Janeiro.

Os Pontos Focais também receberam propostas de novas parcerias com instituições como os SEBRAEs de vários estados e as Universidades de Lavras e Juiz de Fora, em Minas Gerais, e a Universidade Livre do Trabalho, no Paraná.

 

Organizando-se para captar recursos*

 

Todo projeto, para dar certo, precisa de algum tipo de recurso.

Mas o que é um recurso?

É tudo aquilo que um grupo ou instituição precisa para realizar seus objetivos e iniciativas.

Recursos podem ser:

• o tempo e o saber das pessoas;

• equipamentos, material de expediente, subsídios, informática;

• dinheiro.

Ao iniciar qualquer projeto, ponha-se a pensar:

• de que recursos meu grupo precisa para dar certo (gente, equipamentos, materiais)?

• O que o grupo já tentou e continua tentando? A vizinhança? O comércio local? Órgãos da prefeitura ou do governo do estado?

• Que pedidos de apoio já foram feitos? A quem se dirigiram? O grupo avaliou se o pedido foi feito de forma correta? Para a pessoa certa?

• Com quem o grupo conversou sobre suas necessidades e sobre a importância do trabalho que realiza?

• Alguém já ofereceu seu tempo, seu saber para ajudar o grupo? Qual foi a resposta?

• Quem tem melhores condições – entusiasmo, clareza, boa conversa – de vender o produto ou a idéia com que o grupo está trabalhando?

 

Cuidado com a postura!

 

Levantar peso é tarefa delicada, pois pode prejudicar a coluna e também os órgãos internos, principalmente os encarregados da reprodução. Por isso, aí está uma dica simples para evitar problemas nas costas:

 Posição para levantar: dobre os joelhos e não as costas

Ao levantar, mantenha o pacote junto ao corpo

 

 

Transporte de Bebês

Bebês acima de 4,5 kg devem ser colocados em um transportador, posicionado no meio das costas, e nunca enganchados sobre um lado do quadril. Ao pôr uma criança no colo, abaixe um joelho até o chão, peça à criança para colocar os braços à sua volta, aperte-a contra o corpo e, então, levante-a.

 

Frases

 

"Conviver com as novas tecnologias na roça é como estória de aviação no início do século passado: coisa de gente obstinada".

 

Valéria Barreto, Subprojeto Mãos Mineiras

 

 

"Ser líder da transformação é um trabalho permanente de formação e reciclagem. Uma das maiores satisfações na conclusão desse trabalho foi constatar o interesse d@s participantes em continuar encaminhando novas semeaduras a partir das sementes lançadas em si mesmas e em outras lideranças".

Moema L. Viezzer, coordenadora do Projeto


Projeto "Gênero e Educação para os Meios de Comunicação"

Coordenação: Nilza Iraci e Vera Vieira

Apoio: WACC/ Inglaterra e NOVIB/Holanda

Objetivos:

Avançar na luta pela equidade das relações sociais entre homens e mulheres, incorporando na metodologia de educação popular feminista a leitura crítica dos meios de comunicação de massa e os mecanismos para intervenção nos padrões vigentes

Essa reorientação na metodologia se faz necessária considerando o avanço das novas tecnologias de informação e a aceleração do processo de globalização, o que vem provocando alterações no modo de ver e sentir das pessoas, em função da forte influência dos meios de comunicação de massa na vida cotidiana e na produção dos sentidos (concretizar a inter-relação comunicação x educação)

Os objetivos podem ser resumidos em duas perguntas-chave:

a) Qual é a imagem da mulher que está sendo construída pela mídia?

b) Como podemos intervir para alterar os padrões estereotipados

Participantes:

Mulheres das áreas urbana e rural, de diversos Estados brasileiros que são lideranças efetivas ou potenciais, atuando na capacitação voltada para a equidade das relações sociais de gênero e conectadas ao trabalho da Rede Mulher de Educação.

Primeira etapa – Diagnóstico

A partir de roteiros previamente elaborados as participantes, no início do segundo semestre de 2000, iniciaram a realização de um diagnóstico de três meios de comunicação de massa

  • Televisão – Jornal Nacional e a novela "Laços de Família" e o "Programa do Ratinho"
  • Rádio
  • Jornal impresso

O trabalho centrou-se no exercício da leitura crítica sobre a imagem predominante da mulher e os enfoques das relações sociais de gênero no contexto social e cultural.

Segunda etapa – Oficina de Capacitação

Realizada nos dias 2 e 3 de agosto em São Paulo com base no processo dialógico do conhecimento – construção coletiva. Contou com a participação de 20 mulheres. Colaboraram na coordenação as comunicadoras Jacira Melo e Nina Magalhães.

Terceira etapa – Multiplicação e continuidade

A proposta é incorporar a inter-relação educação x comunicação nas atividades desenvolvidas em cada região de trabalho, bem como o retorno com um breve relatório sobre as transformações pessoais ocorridas em função da reorientação da metodologia de educação popular feminista.
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Premiadas no III Concurso

A Griffe Morro da Cruz, de Porto Alegre – RS, foi classificada em primeiro lugar no III Concurso Latino-americano de Empreendimentos Exitosos Liderados por Mulheres.

Esse grupo autogestionário, fundado em 1995 por artesãs costureiras que produzem roupas em “patchwork”, conta hoje com a participação de oito mulheres, entre 20 e 64 anos que além de sua atividade profissional participam de diferentes atividades na comunidade.

O segundo lugar coube à Indústria e Comércio de Doces Camponesa, de Birigui - SP. Projeto nascido da iniciativa de mulheres do Assentamento São José I, em 1997, é pioneiro no Estado de São Paulo e atualmente produz e comercializa doce de leite puro, além de promover ações para o desenvolvimento e capacitação para novas iniciativas de grupos de assentadas.

O terceiro lugar foi obtido pela Univens – Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos – de Porto Alegre- RS. Fundada em 1996, conta com 24 sócias que trabalham nas áreas de confecção, alimentação e estamparia. Participam ainda de vários espaços comunitários.

            Os grupos Tambores da Paz, de Recife –PE, Arte Brazil, de Santa Maria - DF , e a Asevirsa, de Tapejara – PR mereceram Menção Honrosa.

            O Concurso é uma atividade promovida pela REPEM – Rede de Educação Popular entre Mulheres  da América Latina e do Caribe e que nesta sua terceira edição foi organizado no Brasil pela Rede Mulher de Educação sob a coordenação da sócia-educadora Beatriz Cannabrava, que também integra o Comitê de Direção da REPEM.

            Inscreveram-se 24 grupos de várias regiões do País, com importantes realizações, o que tornou bastante árduo o  trabalho da Comissão Julgadora integrada por: Vera Vieira, jornalista, coordenadora executiva da Rede Mulher de Educação; Mônica Lúcia Rique Fernandes, geográfa, membro da Coordenação Executiva de Cooperação Universitária e Atividades Especiais da Universidade de São Paulo; e Celia Terumi Sanda, assistente social, especializada em  observação e coordenação de grupos operativos, membro do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária.

            Dejanira Rosa Einloft, representante escolhida pela Griffe Morro da Cruz estará participando de 27 a 31 de outubro do Encontro de Premiação Latino-americano que será realizado na cidade de Cuenca, no Equador. O trabalho do grupo será sistematizado para ser publicado juntamente com o das outras ganhadoras latino-americanas em livro a ser editado em 2003 pela REPEM.

            A Rede Mulher de Educação oferece às três primeiras colocadas brasileiras um prêmio em dinheiro que será entregue no Encontro Anual da entidade, nos dias 15 e 16 de novembro, em São Paulo. Na ocasião, as representantes dos grupos terão a oportunidade de expor o seu trabalho e intercambiar informações com outras mulheres sobre a questão de gênero e geração de trabalho e renda.